quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Raiva...


Hoje é daqueles dias em que até o barulho de uma migalha a cair no chão irrita..

A raiva é uma loucura breve(por estes dias é uma constante), por não se controlar a si mesma, perde a compostura, esquece as suas obrigações, persegue os seus intentos de forma obstinada e ansiosa, recusa os conselhos da razão, inquieta-se por causas vãs, incapaz de discernir o que é justo e verdadeiro, semelhante às ruínas que se abatem sobre quem as derruba.


E mais não é preciso dizer...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O que eles realmente querem dizer...

O QUE PENSA O HOMEM E A MULHER NUM RESTAURANTE
Nunca ninguem teve e sensação de que se esta a passar alguma coisa mais nas entre-linhas do que aquilo que realmente estamos a ouvir?

Duma simples frase como: "Queres ir ao café?" , se subentende, ou pelo menos deveria-se entender como " Queres sexo ir sexo ao sexo café sexo ?"


Bem o mistério foi resolvido, a mente masculina decifrada..

O que eles realmente querem dizer é

Estou com sede
Estou com sede

Estou com fome
Estou com fome

Estou com sono
Estou com sono

Estou cansado
Estou cansado

Posso ligar depois?
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Queres ir ao cinema?
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Que tal um jantar?
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Deixa-me segurar o teu casaco.
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Posso abrir a porta para ti?
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Queres dançar?
Eu gostaria de fazer sexo contigo.

Podemos conversar?
Eu estou tentando impressionar sobre o quanto eu posso ser agradável pois eu gostaria de fazer sexo contigo.

Lindo vestido.
Gostei do decote.

Mas e daí?
Não consigo entender porque estas a implicar tanto com isso.

Mas e daí?
Sobre que tipo de assunto auto flagelo psicológico vais falar agora?

Mas e daí?
Quer dizer que sexo hoje está fora de questão?

Que chato isto aqui, não?
Vamos fazer sexo?

Eu amo-te.
Agora vamos ao sexo.

Eu também te amo.
Tudo bem... já disse... agora vamos ao sexo.

Booooom dia.
O sexo estava ótimo. Acorda e vamos fazer mais.

Lógico que eu gostei do teu corte de cabelo.
Eu gostava mais dele antes.

Lógico que eu gostei do teu corte de cabelo.
Cinquenta euros e na verdade nem parece diferente!!!

Lógico que eu gostei do teu corte de cabelo.
Por cinquenta euros eles podiam até ter-te dado mais cabelo.

Este ficou lindo em ti.
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

Eu gostei mais desse aí.
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

Mas este também combina.
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

Mas esse aí ficou óptimo.
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

E aí, amor?
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Pega logo qualquer um destes vestidos e vamos embora.

Acho que é o da direita!
Estas-me a perguntar só para me acordar, não? Nunca compras um que eu escolho.


....

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mas só a mim é que é fatal ??


Todos temos a sensação que sabemos o que é o amor e ao mesmo tempo que não o conhecemos nunca completamente. Também vemos à nossa volta como as pessoas são capazes de amar de formas tão diferentes. Será então que existe uma coisa que é o amor, ou existem vários tipos de amor diferentes?

Quando não se sabe bem como justificar um inesperado comportamento sentimental há uma palavra que é sempre chamada em jeito de explicação: química. Afinal, no senso comum, a química remete para uma ciência um tanto ou quanto misteriosa, que lida com matérias quase transcendentes. Mas será ela a culpada por todas as loucuras cometidas em nome do amor e do prazer?

A palavra química dá-nos imenso jeito porque serve para explicar tudo. Afinal, ninguém tem culpa de nada. "Foi a química…".

As mulheres procuram cada vez mais a satisfação sexual e se o companheiro habitual não consegue oferecê-la, acabam por buscá-la, mesmo que inconscientemente, fora dessa relação. E aí surge a química com alguém especial. Se calhar, até podemos dizer que foi a química, pois a atracção é algo que é muito fácil de reconhecer, mas muito difícil de explicar.

A paixão avassaladora funciona, em termos evolutivos, enquanto garantia de propagação da espécie, pois a atracção e o desejo pelo outro é tão fulminante que acaba em contacto sexual. Isto não passa de um instinto humano e tão forte como, por exemplo, a fome. Há um impulso incontrolável para a relação, derivado de mudanças em termos químicos. Animalesco? Chamemos-lhe de amor romântico.

É aquilo a que nos habituámos a chamar de paixão. Há uma tremenda explosão de energia, de interesse em estar com o outro. Uma euforia quando as coisas correm bem, um desespero terrível quando vão mal. Não se consegue deixar de pensar no outro. Há uma tendência para a obsessão, para a procura compulsiva, um vicío.



Por que nos sentimos fatalmente atraídos por determinada pessoa? Normalmente, as pessoas apaixonam-se por alguém com quem interagem, mas, sobretudo, por alguém que considerem misterioso. Depois, a maior parte interessa-se por pessoas com o mesmo background sociocultural e com atitudes,expectativas e interesses paralelos. Fundamental também,é o nosso passado amoroso. Crescemos num mar de experiências que moldam as nossas escolhas românticas. Milhares de forças subtis, e invisíveis, constroem os nossos interesses, valores e crenças amorosas. Daí que, quando encontramos alguém que encaixe nesse complexo puzzle, o mecanismo da atracção química desperte.

Depois de um passado desastroso estaremos destinados a atracções literalmente fatais?? Ou simplesmente mau karma que se dissolve com o passar do tempo??

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mas só a mim é que parece complicado ??


Primeiro post na blgosfera.
E que assunto melhor para começar senão o amor/paixão.
Sim esse assunto inconveniente, que se apodera de horas de sono, horas de pensamentos divagantes, que só chegam a becos sem saída.

Quanto mais um homem se emaranha numa paixão, tanto mais os acontecimentos, em si indiferentes, se traduzem para ele em dor, enganando justamente, pela sua indiferença, a avidez tensa em que esse homem se encontra. Um ambicioso sofrerá porque uma pessoa célebre não lhe reconheceu importância; essa mesma pessoa célebre tentará insuflar escrúpulos de tentação a algum evangélico de quem procurará a conversação; escrúpulos que, por sua vez, irritarão um individualista, que será atingido por eles. Não toleramos que uma coisa aconteça indiferentemente, por acaso, escapando ao nosso alcance.

Qualquer género de fervor acarreta consigo a tendência para sentir uma lei preestabelecida na vida, uma lei que castiga os que abusam ou descuram esse mesmo fervor. Um estado de paixão - mesmo que fosse a embriaguez da absoluta autodeterminação - organiza e anima de tal forma o Universo que toda a desgraça, parece, depois, provocada por uma ruptura do equilíbrio vital dessa paixão difusa, que, assim, se defende como um corpo vivo. E, segundo o temperamento de cada um, teremos a sensação de que abusámos, ou de que fomos inferiores; de qualquer forma, sentir-nos-emos organicamente punidos pela própria lei da paixão e do Universo.

Existem situações em que examinamos a nossa própria conduta e buscamos vê-la sob a luz imparcial: primeiro, quando estamos prestes a agir; e, segundo, depois que agimos. Em ambos os casos os nossos juízos tendem a ser bastante parciais, mas eles tendem a tornar-se ainda mais parciais quando seria da maior importância que não fossem. Quando estamos prestes a agir, a veemência da paixão raramente nos permitirá considerá-la com a isenção de uma pessoa neutra. As violentas emoções que nesse momento nos agitam distorcem os nossos juízos sobre as coisas, mesmo quando buscamos colocar-nos na situação de outra pessoa. Por essa razão, todas as nossas paixões se justificam a si próprias, e parecem razoáveis e proporcionais aos seus objectos enquanto nós estivermos a senti-las.A opinião que cultivamos do nosso próprio carácter depende inteiramente dos nossos juízos acerca da nossa conduta passada. Mas é tão desagradável pensarmos mal de nós mesmos que amiúde afastamos propositadamente o nosso olhar das circunstâncias que poderiam tornar o julgamento desfavorável.Esse auto-engano, essa fraqueza fatal dos homens, é a fonte de metade das desordens da vida humana. Se pudéssemos ver-nos como os outros nos vêem, ou como veriam se estivessem a par de tudo, uma reforma geral seria inevitável. Seria impossível, de outro modo, suportar a visão.

Assim seria óptimo, que nos exprimissemos, tentarmos alcançar o que queremos sem a constante batalha moral que recorrentemente se evidencia.
Aqui fica um grande exemplo disso, que vindo de uma criança, nos deixa a pensar o quão menos complicada seria a nossa vida se simplesmente seguisse.mos o seu exemplo.

Espero que a leitura tenha sido agradavél,
até ao próximo devaneio *